
Eu era tantas e não era nenhuma.
Era uma eu que nem existia.
Era outra e não via ninguém no reflexo do espelho.
Era sim, e negava.
Era não e retrocedia.
Partia-me e sumia.
Espedaçava-me.
Estilhaçava-me.
Desconstruia-me.
Depois:colei-me novamente.
Refiz meus pedaços espalhados.
Morri e assim deixei de pensar em concretudes.
olhos e boca-escancarados.
Descansei e dormi no chão .
Talvez fosse sonho...
Silvia
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